Segunda, 26 Maio 2014 01:24

Praticar corrida com o cachorro requer cuidados especiais, diz veterinária

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Danielle corre com a cachorra Kloe na orla da praia três vezes por semana (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)

Danielle corre com a cachorra Kloe na orla da praia três vezes por semana (Foto: Anna Gabriela Ribeiro / G1)

Correr com o cachorro pode ser uma atividade prazerosa e saudável, tanto para o cão quanto para o tutor. Porém, são necessários alguns cuidados básicos antes de sair para se exercitar com o animal. Uma veterinária recomenda que todas as vacinas estejam em dia e que seja escolhido um bom horário, para não cansar demais o cachorro.

A médica veterinária Isabela Coudry explica que, quando se trata de atividades ao ar livre, o cuidado deve ser redobrado com filhotes, que só podem sair depois da aplicação de todas as vacinas. “O filhote só pode passear e ter contato com outros cães uma semana após receber a última dose da vacina. Assim como acontece com os humanos, o organismo do cachorro demora ainda alguns dias para responder à vacinação’, explica.

Já para os cães idosos, a veterinária explica que não há um limite de idade para parar, desde que o tutor observe o comportamento do cachorro. “Não existe limite de idade. Enquanto o cão estiver saudável e se mostrar apto à atividade física, ele pode se exercitar e não temos como determinar uma idade máxima. Conheço cães velhinhos, com 10 anos ou mais, que brincam e se exercitam junto com seus tutores. Quanto maior a regularidade e melhor o estado de saúde do animal, provavelmente mais tempo ele irá se exercitar e desfrutar do benefício de atividades físicas”, afirma Isabela.

A veterinária ressalta ainda a importância da realização de exames antes de começar a correr com o cachorro. “Primeiramente, checar se ele está com as vacinações anuais em dia, assim como os medicamentos contra pulgas, carrapatos e os vermífugos. Depois dessa revisão, o pet já está pronto para sair, passear e se exercitar. Animais idosos devem passar por uma consulta veterinária antes de iniciar atividades físicas, principalmente os sedentários ou obesos. O médico veterinário deve ser consultado caso haja qualquer mudança de comportamento ou problema como tosse recorrente, síncope durante ou pós-exercício, cansaço muito fácil, língua roxa etc”, afirma.

Para as pessoas que correm com o animal na praia, o cuidado também é diferenciado, de acordo com a veterinária. “As viagens para o litoral exigem cuidados específicos com os pets. A areia da praia gera risco de doenças como a Larva Migrans Cutânea (bicho de pé) e a Larva Migrans Visceral, que também podem ser transmitidas para o homem. Então é importante evitar o acesso à areia e sempre coletar as fezes do animal”, diz.

Moradora de Santos, no litoral de São Paulo, Danielle Abreu Lopes corre com a cadela Kloe, da raça American Sttafordshire, três vezes por semana. Ela se exercita na orla da praia, mas não deixa os cuidados de lado. “Só corro com ela de manhã cedo ou no fim da tarde. No verão, se está muito quente, nem corro. Eu moro em apartamento, então preciso manter a Kloe sempre ativa com os passeios”, diz Danielle.

A veterinária enfatiza o cuidado que os tutores devem ter em dias muito quentes. “Temperaturas extremas geram um desgaste a mais para os animais. Dias de muito calor podem provocar um superaquecimento no animal ou ainda ser muito prejudicial para a pele, devido à ação dos raios solares. As regiões mais vulneráveis são as desprovidas de pelo, como focinho, abdômen, orelhas e bolsa escrotal. Portanto, é necessário cuidado para prevenir doenças sérias, por exemplo, passar protetor solar veterinário sobre a pele. Lembrando que os animais de pele clara necessitam maior atenção ainda, por serem mais sensíveis aos raios solares”, explica.

Com todas as precauções, a médica garante que a corrida com o animal é muito benéfica. “Redução de peso, diminuição do estresse e ansiedade, tonificação muscular, melhora da capacidade cardiopulmonar. Esses benefícios são muito importantes para todos os animais, e também para os que sofrem de doenças comuns da idade avançada, como artrose, obesidade, diabetes e distúrbios de ansiedade”, finaliza.

Fonte: G1

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